Nutrição Afetiva nos primeiros 1000 dias: Seu filho tem fome de quê?
"Só diz que ‘amor não enche barriga’ quem nunca esteve grávida." Autor desconhecido
Escrever sobre este tema é muito desafiador, porque são tantas coisas que eu gostaria de compartilhar como mãe e como profissional que a tarefa se torna dificílima em escolher e sintetizar os pontos para discorrer, pois tudo na maternidade é tão fascinante para mim! O fato de ter que escolher determinado ponto em detrimento de outro é praticamente uma “injustiça”, como diria minha filha Valentina. Então, vamos lá!
Vamos ler esse texto na íntegra?
Acesse a página da nossa roda de conversa e leia esse e outros textos que iremos postar até o evento. "Ah", aproveita e curta a página, assim você será atualizado(a) com as novidades.
Segue o link: https://www.facebook.com/maesemcontrucao/
sábado, 21 de abril de 2018
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Acompanhamento Psicológico na Gestação, Parto e Pós-parto
Mas o que é esse negócio de Acompanhamento Psicológico na Gestação, Parto e Pós-parto?
A cada dia, novas pesquisas novos olhares observam a mulher, a família e o bebe no período de gestação e primeira infância, reconhecendo este período como a base fundamental para toda a vida. Hoje, sabe-se que muito do que tange a saúde física e mental do adulto têm ligação com os seus primeiros 1000 dias de vida, contados a partir da concepção, e isso está mais ligado à compreensão do choque que o bebê sofre nas mudanças bruscas entre a vida intrauterina e extrauterina e sua forma inata de conceber o mudo do que com o tipo de cuidado que se está ministrando.
Na gestação:
O acompanhamento inicia com o acolhimento da gestante e o conhecimento do ambiente em que bebê está sendo gerado, que, em conjunto com a orientação técnica e o aconselhamento têm como finalidade criar um clima gestacional mais tranquilo, e que vise sanar as dúvidas e inquietações que surgem na gestação, porquanto, por diversos fatores, nem sempre é possível de se construir um vínculo entre gestante e obstetra que possibilite tratar de assuntos pessoais, mas que por fim, têm reflexos diretos na saúde do pequeno ser em formação. É importante salientar que o pré-natal obstétrico é indispensável uma vez que ele tem como finalidade a saúde física do bebê e da mamãe, enquanto o acompanhamento é voltado para a saúde psíquica.
No parto:
Há possibilidade da gestante ser acompanhada durante e após o parto pela terapeuta – durante: caso entenda a parturiente ser necessário, que isso trará para ela mais confiança, por exemplo, e após: para auxiliar na adaptação dos primeiros cuidados, bem como lidar com a insegurança deste primeiro momento. A verdade (ou o ideal) é que mesmo que seja desnecessário este acompanhamento, por conta do vínculo criado, durante o parto, a terapeuta estará pronta para qualquer chamado.
No Pós-parto:
Via de regra, ao dar a luz, a mulher deve retornar ao estado anterior à gestação, todavia, assim como seu corpo teve que sofrer inúmeras mudanças para conceber, também terá que sofrer tantas outras para que retorne ao estado inicial. As mudanças mais perceptíveis ocorrem nas formas do corpo, entretanto, as que incidem com maior influência sobre o bebê decorrem das mudanças hormonais, pelo fato de serem eles responsáveis por regular as diversas funções do corpo, o que afeta diretamente no humor da mulher, logo, é esse o grande motivo que se faz necessário o acompanhamento para mamãe e bebê nesses 2 anos que restam para que se complete o ciclo dos primeiros 1000 dias – para auxiliar a concatenar todas as mudanças. Falando agora do bebê, a função da terapeuta é de, a partir da curva básica de necessidades da criança nos primeiros 2 anos, orientar para que os seus cuidadores possam fornecer àquela pessoa em formação os estímulos necessários para um bom desenvolvimento, nas proporções adequadas para cada criança, para tanto, conhecendo sua personalidade, tipo de humor preponderante, capacidades inatas e como se dá sua adaptação ao ambiente que o está recebendo.
Em resumo, no lado mamãe, o acompanhamento pode fazer diferença para que a gestação, parto e pós-parto possam ser mais positivos e alegres, e no lado bebê, o acompanhamento tem como finalidade contribuir para a formação de uma pessoa mais feliz consigo mesma e menos vulnerável emocionalmente.
E para quem é indicado? O acompanhamento é indicado tanto para aquelas que programaram a gestação dos sonhos como para aquelas que tiveram dificuldades em engravidar, ou para as têm aborto recorrente ou , gravidez de risco, ou ainda as que têm históricos de depressão ou outras questões psicológicas, gestantes adolescentes, gestantes sozinhas (Pai ausente), Baby Blue - tristeza ou depressão Pós-parto - estresse durante a gestação, experiência anterior de parto traumático e gravidez indesejada ou não planejada, ou seja, qualquer mulher que deseja qualidade de vida para si e seu bebê.
Se permanecerem dúvidas ou curiosidades, não hesite em entrar em contato. É um grande prazer falar de maternidade!
A cada dia, novas pesquisas novos olhares observam a mulher, a família e o bebe no período de gestação e primeira infância, reconhecendo este período como a base fundamental para toda a vida. Hoje, sabe-se que muito do que tange a saúde física e mental do adulto têm ligação com os seus primeiros 1000 dias de vida, contados a partir da concepção, e isso está mais ligado à compreensão do choque que o bebê sofre nas mudanças bruscas entre a vida intrauterina e extrauterina e sua forma inata de conceber o mudo do que com o tipo de cuidado que se está ministrando.
Na gestação:
O acompanhamento inicia com o acolhimento da gestante e o conhecimento do ambiente em que bebê está sendo gerado, que, em conjunto com a orientação técnica e o aconselhamento têm como finalidade criar um clima gestacional mais tranquilo, e que vise sanar as dúvidas e inquietações que surgem na gestação, porquanto, por diversos fatores, nem sempre é possível de se construir um vínculo entre gestante e obstetra que possibilite tratar de assuntos pessoais, mas que por fim, têm reflexos diretos na saúde do pequeno ser em formação. É importante salientar que o pré-natal obstétrico é indispensável uma vez que ele tem como finalidade a saúde física do bebê e da mamãe, enquanto o acompanhamento é voltado para a saúde psíquica.
No parto:
Há possibilidade da gestante ser acompanhada durante e após o parto pela terapeuta – durante: caso entenda a parturiente ser necessário, que isso trará para ela mais confiança, por exemplo, e após: para auxiliar na adaptação dos primeiros cuidados, bem como lidar com a insegurança deste primeiro momento. A verdade (ou o ideal) é que mesmo que seja desnecessário este acompanhamento, por conta do vínculo criado, durante o parto, a terapeuta estará pronta para qualquer chamado.
No Pós-parto:
Via de regra, ao dar a luz, a mulher deve retornar ao estado anterior à gestação, todavia, assim como seu corpo teve que sofrer inúmeras mudanças para conceber, também terá que sofrer tantas outras para que retorne ao estado inicial. As mudanças mais perceptíveis ocorrem nas formas do corpo, entretanto, as que incidem com maior influência sobre o bebê decorrem das mudanças hormonais, pelo fato de serem eles responsáveis por regular as diversas funções do corpo, o que afeta diretamente no humor da mulher, logo, é esse o grande motivo que se faz necessário o acompanhamento para mamãe e bebê nesses 2 anos que restam para que se complete o ciclo dos primeiros 1000 dias – para auxiliar a concatenar todas as mudanças. Falando agora do bebê, a função da terapeuta é de, a partir da curva básica de necessidades da criança nos primeiros 2 anos, orientar para que os seus cuidadores possam fornecer àquela pessoa em formação os estímulos necessários para um bom desenvolvimento, nas proporções adequadas para cada criança, para tanto, conhecendo sua personalidade, tipo de humor preponderante, capacidades inatas e como se dá sua adaptação ao ambiente que o está recebendo.
Em resumo, no lado mamãe, o acompanhamento pode fazer diferença para que a gestação, parto e pós-parto possam ser mais positivos e alegres, e no lado bebê, o acompanhamento tem como finalidade contribuir para a formação de uma pessoa mais feliz consigo mesma e menos vulnerável emocionalmente.
E para quem é indicado? O acompanhamento é indicado tanto para aquelas que programaram a gestação dos sonhos como para aquelas que tiveram dificuldades em engravidar, ou para as têm aborto recorrente ou , gravidez de risco, ou ainda as que têm históricos de depressão ou outras questões psicológicas, gestantes adolescentes, gestantes sozinhas (Pai ausente), Baby Blue - tristeza ou depressão Pós-parto - estresse durante a gestação, experiência anterior de parto traumático e gravidez indesejada ou não planejada, ou seja, qualquer mulher que deseja qualidade de vida para si e seu bebê.
Se permanecerem dúvidas ou curiosidades, não hesite em entrar em contato. É um grande prazer falar de maternidade!
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Fotos do 3° Encontro MaternarÉ...
Algumas fotos do nosso 3° Encontro MaternarÉ...
Foi uma tarde muito agradável e produtiva. Onde compartilhamos informações e experiências valiosas.
Em breve teremos mais!!!
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quinta-feira, 30 de julho de 2015
Vem aí o 3º Encontro “Maternar É...
Estão abertas as inscrições para o 3º Encontro “Maternar É... ”
O evento acontecerá em Santos/SP, no dia 22 de agosto de 2015, das 14h às 18h e devido ao mês de comemoração aos pais, terá como foco a relação Pai e Filho (a) na prevenção e promoção de saúde da criança. (especialmente psicológica)
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terça-feira, 12 de maio de 2015
Para Refletir: Comportamento "impróprio" da criança
(...) as necessidades de seu filho são muito mais profundas do que seu comportamento "impróprio". Lembre-se o comportamento dele não surge sem causa. Seu comportamento - as coisas que ele diz e faz - reflete o coração. Se você realmente quer ajudá-lo , tem de preocupar-se com as atitudes de coração que impulsionaram o seu comportamento. Tedd Tripp
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Vem aí o 2º Encontro “Maternar É... Mães em Contrução”
Estão abertas as inscrições para
o 2º Encontro “Maternar É... Mães em construção”. O evento acontecerá no dia 30
de maio, das 14h às 18h e terá como foco a prevenção e promoção à saúde física
e emocional. Desta vez, o encontro será direcionado para gestantes e mães de
bebês de até 2 anos.
O “Maternar É... Mães em Construção”
foi idealizado pela psicóloga santista Djeane Moura, que uniu a sua recente
experiência como mãe juntamente com a sua área de interesse dentro da
profissão. “As crianças são o futuro do mundo e é fundamental refletir sobre
como elas estão sendo criadas. Os pais têm uma responsabilidade social gigante
sobre seus filhos e por isso é preciso prepará-los para as mudanças que uma
criança vai trazer em suas vidas. O
objetivo é que seja um encontro para trocas de ideias, experiências e
informações”, destaca a psicóloga.
A primeira edição do projeto foi
realizada no dia 4 de Abril e contou com a participação de quatro futuras
mamães em diferentes etapas da gestação. Mãe de primeira viagem, Luciane Matos
aprovou a iniciativa. “Eu acho muito importante abordar a gestação de forma
psicológica, pois há pouca abertura para isso. Gostei da troca de experiências
com outras gestantes e também de todos os assuntos abordados pela psicóloga.
São dicas valiosas que nos ajudam a lidar com as mudanças que já estão acontecendo
em nossas vidas”, destacou Luciane.
Carina Carla, que também é
psicóloga, foi outra mamãe que participou do encontro. “Sou mãe de adoção de
uma menininha linda e estou passando pela primeira vez pela experiência de
gerar uma criança, o que era um sonho antigo. Esse encontro foi de fundamental
importância, pois muitas informações práticas não estão escritas nos livros.
Conhecer a experiência do outro e abrir um diálogo é uma forma de edificar o
psicológico da família”, afirma.
De acordo com Djeane Moura, a
segunda edição do encontro irá focar no conhecimento das peculiaridades do
desenvolvimento emocional e cognitivo da criança de até dois anos, abordando
pontos de suma importância que muitas vezes passam despercebidos no
desenvolvimento dos pequenos.
Inscrições e maiores informações
através do telefone (13) 3022-3136 e pelo e-mail:
psicologadjeanemoura@email.com
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
Vídeo rápido: Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar
Segue vídeo produzido em uma parceria da Psicóloga Djeane Moura e Designer de
Moda Lolla Lopes. Informações úteis em relação a doenças ainda pouco
conhecidas. Vale a pena conferir!
http://helenafairies.com.br/o-que-voce-deve-saber-sobre-transtornos-alimentares/
http://helenafairies.com.br/o-que-voce-deve-saber-sobre-transtornos-alimentares/
quarta-feira, 15 de abril de 2015
1° Encontro MaternarÉ...Mães em construção - Gestantes
Encontro mega especial, no qual
compartilhamos informações, experiências e expectativas à respeito da
gestação e relação mamãe e bebê. Quem não foi, perdeu...mas, vem aí o
próximo encontro direcionado a gestantes e mamães de bebês até 2 anos.
Será dia 30/05/15, vagas limitadas. Em breve mais informações, em caso
de interesse entre em contato! Fotos By Rafaella Martinez Vincentini
sexta-feira, 20 de março de 2015
MaternarÉ
É
com enorme alegria que inicio este lindo projeto voltado para a
preparação principalmente psicológica da gestante, mamães de bebês e
"tentantes" com o objetivo de auxiliar na construção de uma vivência
mais equilibrada de todas as emoções e manifestações que ocorrem nessas
fases.
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quarta-feira, 11 de março de 2015
A MULHER contemporânea e seus desafios
Passou a data eleita como
“Dia internacional da Mulher”. Datas comemorativas sempre me levam a refletir
sobre suas causas e efeitos, e nesta em especial veio-me inspiração para escrever
algumas ponderações acerca dos dilemas da mulher moderna, e como de praxe friso
que a problemática não se resume no que está pontuado, trata-se, todavia, de
aspectos que, como psicóloga tenho a oportunidade de constatar com maior
relevância entre as mulheres.
A grande variedade e volume de responsabilidades
que a mulher moderna tem assumido tem concedido a ela o status de
“super-mulher”. Sucesso acadêmico e profissional, cuidar de casa e filhos, administrar
relacionamentos e ainda cuidar de si mesma, com a obrigação de fazer tudo isso
de forma impecável. E é nesse contexto que se situa minha reflexão.
Devido às grandes e mudanças ocorridas a partir
da Revolução Industrial, a mulher moderna tem experimentado viver em um mundo
totalmente diferente do que lhe é apresentado na infância, e isso é
relativamente novo para a humanidade que até meados do século passado, as
mudanças se davam de forma muito mais lenta, onde ocorreram muitas transições e
não é aceitável apenas sobreviver, mas, sim ter uma vida de realizações e
significados.
Muitas mulheres carregam autoestima baixa,
depressão, tristezas, traumas; cicatrizes não cuidadas que interferem na
construção de uma vida plena.
Gostaria de estimular cada mulher a não recuar,
não se encolher, não se conformar com uma vida “mais ou menos”; a buscar a
alegria, a realização dos seus sonhos; e não se resignar na mesmice – que
produz angustia do enfado – falo da mesmice que eu chamo de “zona de conforto
do desconforto”, que é a situação de resignar-se, em aconchegar-se em uma
situação e ambiente que a qualquer outra pessoa seria inaceitável, e isso nada
tem a ver com a rotina dos afazeres e responsabilidades que fazem parte do
cotidiano da vida.
Por esses e outros motivos que faço um convite ao
amor próprio, ao encantamento pela vida que há de ser vivida. Acredite na sua
participação indispensável como protagonista de sua biografia. Busque obter o
que é necessário para ação, crie projetos e atue neles! Liberte-se!
Se não conseguir iniciar esse processo sozinha
busque ajuda, mas, mova-se!
“Se não puder voar, corra. Se não puder correr,
ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.” Martin
Luther King
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sexta-feira, 6 de março de 2015
Palestras e Grupos Psicoterapêuticos para Gestantes
PREPAREM-SE
A partir do mês de Março, novidades estarão
chegando à programação de meus trabalhos para 2015; um sonho “gerado”
com muito carinho se concretizará em uma série de encontros com
gestantes e mães de bebês e também com um trabalho mais amplo com grupos
psicoterapêuticos com esses perfis.
Teremos o primeiro encontro que será destinado as gestantes com objetivo das participantes compartilharem suas vivências, sentimentos e refletirem sobre temas referentes à gestação; parto, pós parto, maternidade, paternidade entre outros.
Informações e inscrições pelo e.mail: psicologadjeane@e.mail.com e pelo telefone (13) 3022-3136
Realização e Coordenação Psicóloga Djeane Moura dos Santos Oliveira CRP 06/89385
Realização e Coordenação Psicóloga Djeane Moura dos Santos Oliveira CRP 06/89385
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
AUTOCONHECIMENTO: A FUNDAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA VIDA FELIZ - parte 2
Você se
conhece e sabe usar esse autoconhecimento para o seu crescimento?
Como já disse em outro texto, “a angústia traz o
desconforto que nos impulsiona a decidir; a cada escolha que optamos decretamos
a morte de outra possibilidade que não foi escolhida, isso frequentemente nos
traz ansiedade frente ao conflito de não termos a competência para vivenciar
tudo que desejamos ao mesmo tempo”. Temos todos, certo grau de dificuldade de
lidar com as críticas, cada um, de acordo com seu repertório tem seu limite e
destreza para lidar com elas, o fato é, que a autocrítica se torna muito
angustiante, quando tem seu fim em si mesma, pois, após o contato com nosso
interior somos convocados às atitudes, que muitas vezes nos requererão coragem,
esforço, insistência, humildade entre outras posturas, que muitas vezes deverão
quebrar os paradigmas pessoais, que vêm carregados de influências
socioculturais, ou seja, o autoconhecimento nos permite a reflexão dos nossos
atos visando buscar as fontes de nossas convicções. Será que realmente penso o
que falo? Ou estou reproduzindo um comportamento aprendido? Ou refletindo um
valor que culturalmente me foi passado? Necessariamente, concordo com eles? Ou
simplesmente reverbero sem a menor reflexão? Ou pior, nem me percebo fazendo o que
teoricamente detesto; somente com o autoconhecimento, podemos responder tais
perguntas.
Um exemplo muito comum é no momento da decisão da
carreira profissional, muitos jovens escolhem por influência familiar sem nem
notar isso, o problema não é eleger uma profissão por indicação ou preferência
dos familiares, mas, não ser essa uma escolha consciente dessa influência, ou
seja, não conhecer os reais pontos motivadores da opção decidida, o que no
momento de dificuldade faz toda a diferença, para uma tomada de atitude mais
concreta em relação ao caminho e alvos a serem seguidos, e isso se aplica a
todas as áreas da vida. Vale frisar que em momentos estressantes que exigem
rapidez de decisão ou postura o autoconhecimento é o diferencial para um
posicionamento assertivo, e sobre assertividade, que é um dos resultados
benéficos do autoconhecimento no campo dos relacionamentos, cabendo aqui a
recomendação à leitura do texto “Assertividade”, publicado na fanpage do
Instituto de Psicologia e Controle do Stress.
Em nível de considerações finais podemos conceituar
o autoconhecimento como a habilidade que propicia um viver autêntico que
permite perceber-se como um ser único, vivendo particularidades mesmo que em
meio ao frenesi do mundo, sem que se seja massacrado por questões em aberto,
nem tampouco permitindo-se realizar comportamentos soltos a “maré”, o que
demonstra insegurança e falta de senso de direção. Uma pessoa que se conhece tem
uma vida mais validada pela satisfação de saber quem é e para onde estar indo,
sedo isso aplicável a todas instâncias da vida. Vale também pontuar que o
autoconhecimento é contínuo, isto é, inalcançável em sua plenitude, já que o
ser humano está em constantes transformações de acordo com suas vivências, por
isso, esse assunto não se esgota num texto, simplesmente pelo fato de não
caber.
Todos os assuntos que se referem ao ser humano são
infinitos a partir da realidade humana das suas especificidades e
particularidades, bem como das convenções de convivência de cada época, ou
seja, cada ser é único e especial, apesar de todos sermos “carne e osso”
carregamos a riqueza de sermos ímpares. Ao se perceber diferente do que
gostaria e/ou tomando um rumo diferente do almejado, é recomendado entender
essa percepção como a manifestação interior à necessidade de um encontro
consigo. Temos em nossas mãos a ferramenta principal para a mudança inicial,
restando apenas aceitar o desafio de viver uma vida menos alienada (leia-se
“alienada”: em função de algo que não faz parte do que se entende como ideal),
vitima de “correntes emocionais” desconhecidas para uma vida mais satisfatória
e agradável de ser vivida.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
AUTOCONHECIMENTO: A FUNDAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA VIDA FELIZ
Você
verdadeiramente se conhece? Sabe realmente o que anseia? Consegue
mensurar,
ainda que por alto,
as perdas
necessárias para o alcançar o que anseia?
E
se sabe, é capaz de reconhecer o
por
que anseia? Esses
motivos
são tão consistentes a ponto de ser
impossível de desistir?
Eles
valem
todo
esforço exigido para o empreendimento? Perguntas como essas,
são essenciais para que uma pessoa possa se desenvolver e conseguir
estabelecer,
traçar rotas e alcançar
metas de
forma a regozijar-se a
cada êxito.
Pois,
quem não se conhece dará muitas voltas e não chegará ao lugar
almejado.
Autoconhecimento
é conhecer a si mesmo no íntimo. Possuir esse conhecimento propicia
uma
melhor
autointerpretação,
e com
isso a
obtenção de
respostas
a
questões
importantes acerca de quem somos e, principalmente, onde queremos
chegar.
Você realmente se conhece? A
resposta a essa questão só
pode ser obtida
após
profunda análise sobre
as
reais
características pessoais
como:
princípios, valores morais e éticos,
modo de pensar e falar; e após
estar em posse dessas informações, aferir
o
nível de coerência delas
com
os
próprios
atos.
Feito
isso, obtêm-se
um
“raio-X”
de nossa
essência,
todavia,
este
exercício
de
autoexame, nem
sempre é prazeroso, pois, após um olhar minucioso para dentro de
nós mesmos, percebemos coisas que não nos agradam, e que nos põem
diante da pessoa real que somos; e
não
daquela
idealizada por nossos pensamentos e
muitas vezes descritas nas nossas falas. Um
exemplo bem comum, e até “pop”
em alguns
microssistemas
são
frases do tipo “eu falo a verdade, mesmo!”, Será?
Bem, não são necessários muitos argumentos para demonstrar o quão
em círculos anda uma pessoa que vive pautada
por esse tipo de comportamento, pois,
dificilmente “vomitando”
a
desorganização emocional e/ou frustrações se obterá um resultado
satisfatório. Perfeitamente
adequada é a reflexão do psiquiatra e psicanalista britânico
Wilfred Bion: “verdade
sem amor é crueldade, amor sem verdade é hipocrisia”.
A
própria brevidade da vida nos convoca a agir
quando
estamos perante a
nudez
de nosso
âmago. Trocando
em miúdos,
quando
chegamos ao ponto de buscar conhecer-se, isso só aconteceu porque já
manifestou-se em
nós a
inata
necessidade de
ir além do que nos é comum, e
nesse
ponto já admitimos
muitos de
nossos defeitos, limites, qualidades etc., Mas
ir
além de perceber e admitir
é
andar
por terras onde
poucos se aventuram a transitar, no
entanto,
é
exatamente esse
fator que estabelece a diferença entre
as
pessoas que vivem sob o condão da “celebre
filosofia”
do “deixa a vida me levar”, para aquelas que
vivem
com o objetivo
de ter uma vida mais significativa sendo
protagonistas
das
próprias histórias.
Os
antigos gregos entendiam que uma vida feliz era aquela que estivesse
em harmonia com o universo, acreditavam
eles que, assim como os elementos da natureza cumprem seu papel na
existência, como a perfeita alternação entre as estações, as
mudanças das marés em sincronia com as
fases
lua e etc., e
nesse
entendimento,
só
é
possível
que
uma pessoa viva
uma vida feliz, quando ela
está
vivendo de
acordo com o objetivo pelo qual ela exista.
Com o avanço das
ciências
em geral,
em muitas áreas esse entendimento foi relativizado ou até mesmo
colocado por terra, no entanto, no que diz respeito à relação
autoconhecimento - felicidade, tal
princípio
cada
vez mais vem mostrando-se
verdadeiro,
nesse sentido cabe aqui
fazer
menção a
uma
máxima menos erudita, porém bem real que é: “Pessoas
felizes não enchem o saco!”,
simplesmente vivem suas vidas de acordo com seus princípios e
valores.
Abordamos
até aqui alguns elementos subjetivos que envolvem e implicam no
autoconhecimento, isto é, aqueles que dizem repeito diretamente ao
indivíduo e suas ações; a seguir, na próxima postagem, iremos abordar os elementos
externos que influenciam diretamente na formação do indivíduo com
suas convicções e valores, que são os fatores externos.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Ano novo, vida nova!
Objetivos de início de ano ajudam
a realizar os sonhos?
Para maioria das pessoas a chegada de um novo ano
representa uma nova oportunidade de realização dos sonhos, carregada de
expectativas e metas. Fato é que, com a chegada do final de ano, muitos de nós
iniciamos um balanço do ano que está acabando, revendo as alegrias, conquistas,
perdas e frustrações; e com isso, novos planos começam a ser esquematizados em listas
mentais ou mais elaboradas.
A internet está repleta de informação indicando
uma multidão de métodos para elaborar e conduzir planos; organização do tempo
para produzir mais e melhor; textos sobre pensamentos positivos para todos os
gostos e etc.
Com o nosso clamor interno e tanto “incentivo” por
parte do marco de um novo ano somos convocados a refletir sobre nossa
temporalidade: “Mais um ano que passou; estou ficando mais velho (a); o que
conquistei nesse ultimo ano? Este ano foi um ano de conquistas ou não; Quanto
tempo eu ainda tenho para realizar meus desejos”?
Se o leitor está à procura de uma luz para enfim
alcançar objetivos não alcançados, sinto muito em desapontá-lo, o presente texto
não tem por objetivo fornecer mais uma “receita” de vitória, como mencionei há
uns dois parágrafos, a internet está repleta de dicas em relação a organização
de listas e o que pode ajudar para se por em ação as mesmas, e muitas são boas
e uteis, mas, estão longe de ser uma receita pronta para o alcance de metas.
Por isso o objetivo aqui é discorrer sobre alguns
pontos, tão importantes quantos os métodos e técnicas de organização de metas,
aliás, tais pontos são determinantes para a realização plena do indivíduo, pois
é por não observá-los que com frequência pessoas mesmo depois de ter alcançado
um objetivo tão meticulosamente buscado, não se sentem satisfeitas.
São estes os elementos subjetivos daquele que tem
metas a perseguir. Que são, em linhas gerais, o conjunto de aptidões pessoais,
repulsas, aversões, limites, fatores de desestabilização, objetos de dispersão,
o tão conhecido e propalado aos quatro ventos, mas poucamente experimentado no
mudo moderno: o Autoconhecimento. É
justamente por conta do desconhecimento de si mesmas que muitas pessoas no
mundo sofrem, por não alcançar o que desejam, ou por viverem insatisfeitas com
o que conseguiram alcançar.
Quem é a pessoa que você mais confia? E se essa
pessoa trair sua confiança? E se essa pessoa morrer?
Quanto você é uma pessoa de confiança?
O que seria capaz de te tirar do eixo pelo resto
da vida?
Onde você gostaria de estar daqui a cinco, dez,
quinze anos?
Por que essas perguntas? São as respostas a elas
e a muitas outras questões que possibilitam o individuo a tomar contato mais
profundo consigo mesmo e assim se aproximar de seus limites, aptidões dentre
outras muitas especificidades que o compõem.
É lógico que esse é um conjunto pequeno de pontos
genéricos que facilitam a caminhada para o autoconhecimento, afinal cada um tem
sua própria vivencia e bagagem, que muitas vezes não se tem nem chance de
“digerir”, como por exemplo, situações de luto, desilusão, trauma entre outras
experiências doloridas.
A verdade é que esses são elementos que quando
não bem “digeridos”, refletem em algum outro âmbito da vida, podendo atingir
diretamente o estabelecimento de metas e busca delas.
Com tantos questionamentos internos e com nosso
repertório de vida vem a esperança de um ano novo, marcando o inicio de
possíveis acertos e novas oportunidades. Esse “balanço” que fazemos e a
esperança que marca o novo ano nos impulsionam a fazer novos planos e para que
eles se concretizem, muitas vezes precisamos de mudanças, na maioria das vezes
de atitudes e posturas. Ou seja, se
utilizarmos esse sentimentos ao nosso favor, serão eles, facilitadores no
processo de construção de um futuro sonhado.
Todos nós precisamos saber a direção que tomamos;
isso nos dá segurança para seguir em frente, nos dar razão para nos empenharmos
no “caminho”, nos alegrarmos e motivarmos mesmo em momentos difíceis, pois
sabemos onde queremos chegar. O que precisamos é caminhar sem nos enveredarmos
pela ansiedade, por isso ao planejarmos, devemos pensar em metas possíveis,
para depositarmos nossas energias e descansar os nossos corações ao saber que
ao semear, colheremos no tempo certo.
Em resumo com a chegada do novo ano é tempo de
rever, repensar, sonhar, planejar um futuro e colocar em prática as metas que
são os frutos de tanta reflexão. É fato também que após alguns dias da virada
do ano temos a tendência de cairmos na antiga rotina, a mesma que inviabilizou
as conquistas, e por conta disso, muitas pessoas tendem a desenvolver algum
tipo de ansiedade.
Se a
ansiedade te deixa confuso ou desconfortável, não hesite em procurar apoio
profissional, a Psicoterapia é uma forte aliada para te ajudar a organizar as emoções,
ideias e focar em seus objetivos.
Conhecendo-se
fica mais fácil caminhar para uma vida com mais sentido e significado; pois
quem não se conhece, não sabe quais caminhos trilhar.
Não deixe
passar mais um ano para decidir mudar, se isso for um anseio seu, empenha-se e
boa sorte!
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